Lojas de departamento lideram vendas em valores entre os canais de varejo de vestuário

O mais completo estudo sobre os Canais de Varejo de Vestuário, foi lançado em agosto e traz dados sobre o desempenho do varejo de vestuário em 2018, estimativas para o fechamento de 2019 e a demanda potencial dos consumidores brasileiros nas principais cidades do país, entre outras informações.

Segundo este estudo o varejo brasileiro de vestuário movimentou 6,2 bilhões de peças e perto de R$ 226 bilhões em 2018, com queda de (-) 0,5% em volumes e alta de 2,4% em valores, em relação a 2017. A estimativa para 2019 é de crescimento de 0,8% em peças e 2,3% em valores sobre 2018.

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Mesmo com a pequena queda observada no número de peças comercializadas em 2018, sobre 2017, no acumulado do período analisado nos gráficos acima, já se observa crescimento acumulado no período, com perspectivas de consolidar a retomada do setor já a partir deste ano. Em termos de receitas nominais (sem considerar a inflação), as vendas em reais mantiveram-se crescentes, durante todo o período, refletindo elevação nos preços médios dos vendidos (cerca de 13% no período entre 2015 a 2018), ainda que abaixo da elevação dos custos de produção da indústria, perto de 24% no período, refletindo ainda as dificuldades do varejo em repassar o aumento de preços gerados na indústria.

 

Lojas de departamento especializadas lideram em receita

Ao mapear os canais de varejo de vestuário do País, o IEMI concluiu que, ao final de 2018, existiam 149,3 mil pontos de venda, considerando as lojas de departamento especializadas em vestuário, redes de pequenas lojas, lojas independentes (pequeno varejo multimarca), os hipermercados e as lojas de departamento não especializadas em moda (as que comercializam, além de vestuário, itens de decoração, móveis, eletrônicos e outros).

As lojas de departamento especializadas em vestuário, onde estão inseridas as grandes lojas de departamento, as redes monomarcas e multimarcas e as lojas independentes representaram 98,6% dos pontos de venda espalhados pelo Brasil. Das 149,3 mil lojas especializadas em vestuário, 37% estão distribuídas pelos 563 shoppings do País e os 63% restantes são lojas de rua.

A crise econômica causou o fechamento de 14 mil pontos de venda de varejo de vestuário, de 2015 para cá, com maior perda para as lojas de rua e lojas periféricas.

O canal mais representativo em volume de vendas foi o de lojas independentes com 36% dos volumes comercializados.

Já em valores, as lojas de departamento especializadas em moda se sobressaíram nos últimos cinco anos, ganhando maior participação de mercado e tornando-se o principal canal de distribuição do varejo de vestuário brasileiro, em receitas de venda. O canal foi responsável por 31% das vendas de vestuário no varejo brasileiro; as lojas independentes responderam por 28% e as redes de pequenas lojas especializadas, por 27%:

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Capa-book-IEMI-CV-VESTUÁRIO-2019

Sobre o IEMI

O IEMI – Inteligência de Mercado, criado em 1985 atende à crescente demanda por dados numéricos e comportamentais relativos aos mercados das empresas e entidades de todos os portes, bem como ajuda a sustentar o planejamento de suas ações. O IEMI é a principal fonte de informações para importantes setores da economia brasileira, como o têxtil e confeccionista, contribuindo para o seu melhor desenvolvimento.

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