Cotton On abre lojas no Brasil

Depois da Gap, Forever 21 e Desigual, a “fast fashion” australiana Cotton On vai desembarcar no Brasil com abertura de lojas em São Paulo no primeiro trimestre do próximo ano. A varejista, que tem 1.227 lojas em 16 países, tem planos de expandir a operação para outros Estados ainda em 2014.

Em entrevista ao Valor, por e-mail, a Cotton On disse que os detalhes sobre localização e tamanho das unidades deverão ser confirmados e divulgados “nas próximas semanas”.

A operação no Brasil será comandada pela Cotton On em parceria com um time de executivos locais. A princípio, as peças (boa parte produzidas em países asiáticos) serão importadas, assim como ocorre com a Gap no país. “Nosso modelo de negócios no Brasil será construído de forma a permitir eventuais flutuações do câmbio”, disse a companhia.

No entanto, na medida em que a operação no Brasil ganhar porte, a Cotton On vai considerar a possibilidade de montar uma cadeia de suprimento local. Foi o que aconteceu com a espanhola Zara, maior rede de vestuário do mundo, controlada pela Inditex.

Com forte presença na Austrália e Nova Zelândia, a Cotton On tem nove marcas: Cotton On, Cotton On Kids, Cotton On Body, Rubi Shoes, Factorie, T-Bar, Cotton On Foundation, Typo e Supré.

A companhia tem um formato de loja flexível, que varia de 80 metros quadrados a 2.000 metros quadrados. As unidades “mega” reúnem as diferentes marcas da varejista em um mesmo espaço físico. “Por causa dessa flexibilidade, nossas lojas podem se encaixar em shoppings estabelecidos, shoppings em expansão e novos shoppings”, informou a companhia.

O posicionamento de preços da Cotton On é bastante agressivo no seu país de origem e a empresa também tem a ambição de conseguir, no Brasil, oferecer “a última moda a preços populares”.

A chegada da sueca H&M ao país também é esperada para o próximo ano, embora a companhia – que é a segunda maior do mundo do setor depois da Zara – ainda não tenha feito uma comunicação oficial sobre o assunto.

As americanas Gap e Forever 21 e a espanhola Desigual anunciaram, neste ano, a abertura de suas primeiras lojas no Brasil. No caso da Gap, que inaugurou primeira loja em São Paulo no mês passado (no JK Iguatemi), os preços por aqui serão entre 30% e 35% mais caros do que nos Estados Unidos.

Todas essas redes internacionais estão chegando ao país em um momento em que o varejo de moda enfrenta desafios como o maior comprometimento de renda da população brasileira.

As vendas de vestuário vem perdendo fôlego desde o ano passado e grandes varejistas como Hering e Renner já dão como certo que o crescimento do setor, daqui para frente, ocorrerá em patamares mais modestos.

Apesar disso, a Cotton On disse que tem uma visão de longo prazo positiva para o Brasil: “Devido ao tamanho de sua população, crescimento e demografia, acreditamos que o Brasil pode ser uma das maiores áreas de crescimento da para a Cotton On”.

O varejo de moda no Brasil deve faturar R$ 170 bilhões em 2013, segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi).

A varejista disse que, apesar dos recentes indicadores econômicos, está “confiante” de que as condições do mercado vão melhorar.

De capital fechado, a Cotton On não abre seu faturamento, tampouco detalha como vai financiar seus planos de expansão no Brasil.

Este ano, a empresa abriu lojas em países como Líbano, Indonésia, Omã, Arábia Saudita e Catar.

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