O varejo de moda continuará em transformação

As vendas do varejo oscilaram, ora com baixa demanda, ora com breves lampejos de aceleração do consumo e, neste nesse sobe e desce, o resultado acumulado para o varejo têxtil em 2013 deverá ficar pouco acima dos 3,5% em volume de peças e perto dos 9% em valores, sobre os números registrados no ano anterior. Um desempenho bem mais modesto perante o varejo em geral, que deverá fechar ao no final fim do ano perto dos 13% de crescimento (em valores nominais).

Apesar das incertezas já mencionadas, para os próximos cinco anos (2014 a2018), as estimativas são de um crescimento contínuo, mas não acelerado do consumo das famílias, que deverá aumentar a uma taxa anual de 2,9%, contra 4,1% ao ano, registrado nos últimos cinco anos.

Com melhores salários e distribuição de renda, nossos consumidores podem mais e querem mais. Os de menor renda querem inclusão social, pertencer, parecer ser e, para tanto, estão dispostos a pagar mais para ter o melhor que o dinheiro deles pode pagar. Já os de maior renda querem exclusividade, ou seja, querem aquilo que só o dinheiro deles pode pagar.

Por outro lado, com o mercado crescendo a um ritmo mais lento, os modelos de expansão que trouxeram as empresas de varejo até aqui, talvez não sejam os mesmos que as levarão a crescer nos próximos anos. Já vimos nesta coluna que as grandes redes do varejo têxtil têm avançado muito mais que as pequenas lojas independentes, multimarcas e especializadas em moda, que ainda se posicionam como o principal canal de venda deste desse produto no País.

Essa é uma tendência que deverá se manter nos próximos anos, acirrando ainda cada vez mais a concorrência no segmento.

Considerando um panorama de crescimento lento e de aumento da concorrência, a prioridade das empresas terá que de se concentrar na busca pela lucratividade, em um mercado onde em que as margens de lucro terão que de ser construídas.

Sem dúvida nenhuma, é hora de encantar os clientes,  e agregar valor com diferenciais próprios de produto, ambientação, serviços e um bom trabalho de marketing, para garantir o giro no ponto de venda.

Como estratégias principais do grande varejo de moda, já se observam:

.          Maior velocidade de inovação, dentro do sistema fast fashion;

.          Um mix mais qualificado de produtos, com especial incremento da linha feminina;

.          Melhor coordenação e sortimento de tamanhos e cores;

.          Looksmais completos para cada estação, incorporando acessórios, calçados, perfumes, etc.;

.          Coleções assinadas e grifes renomadas, dividindo espaço com as marcas próprias;.

Tudo isso combinado com investimentos relevantes em automação logística, expansão regional e uma multiplicidade de formatos de lojas, físicas e eletrônicas. Sem dúvida que, para os próximos anos, oferecer mais do mesmo ao mercado não garantirá a lucratividade, nem o crescimento esperado, e empurrará as empresas que insistirem neste nesse caminho para a briga de preço. Feliz Natal e um excelente 2014.

Marcelo V. Prado é economista, consultor e sócio-diretor do IEMI Iemi – Inteligência de Mercado (www.iemi.com.br)

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