Justiça reduz proposta mínima pela Sulfabril

Sem interessados na primeira tentativa de venda em maio, os ativos da malharia catarinense Sulfabril irão novamente a leilão, em duas etapas – uma agosto e outra setembro. Desta vez, por determinação da Justiça, os lances iniciais poderão ser mais baixos. O preço mínimo, que no primeiro leilão foi estipulado em 75% do valor de avaliação dos ativos apenas para pagamento à vista, será agora de 70% para duas unidades desativadas.

No dia 5 de agosto, esses imóveis, localizados em Rio do Sul (SC) e Gaspar (SC), serão leiloados separadamente e o desconto valerá mesmo que o pagamento seja parcelado. As fábricas serão oferecidas, respectivamente, por R$ 3,7 milhões e R$ 7,1 milhões.

Para as duas unidades da Sulfabril ainda em operação e para venda das marcas, o lance mínimo inicial baixou para 60% do valor de avaliação. O ativo mais valioso, orçado em R$ 102,6 milhões, é a unidade de Blumenau (SC). A outra fábrica ainda em funcionamento, em Ascurra (SC), foi estimada em R$ 6,6 milhões.

Ambas as fábricas em operação, assim como as marcas da empresa avaliadas em R$ 40 milhões, irão à leilão em 16 de setembro.

Outra mudança estipulada pela Justiça para acelerar o processo de venda é que as propostas não precisarão ser enviadas previamente, por carta fechada. Os lances poderão ser dados à viva-voz, em sessão administrada pela leiloeira Tatiane Duarte.

A Sulfabril, que viveu seu auge nos anos 1970 e 1980, teve falência decretada em 1999. Porém, a empresa continuou com duas de suas fábricas em atividade, onde emprega 700 pessoas até hoje.

A dívida da companhia é estimada em R$ 119 milhões. Em março, a Justiça decretou que os ativos iriam à leilão em 27 em maio. Na ocasião, porém, nenhum proponente fez proposta.

Com sede em Blumenau, a Sulfabril já foi uma das maiores malharias do país. Mas a abertura do mercado aos importados nos anos 1990 e alta do preço do algodão desencadearam a crise na companhia. Desde então, a falência de empresas se tornaram recorrentes em Santa Catarina, tradicional polo têxtil do país. Em julho do ano passado, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, de Brusque, teve sua falência decretada. Antes disso, a Buettner e depois a Teka, ambas do segmento de cama, mesa e banho, pediram recuperação judicial.

Hering, Marisol e Malwee – e concorrentes diretas da Sulfabril – são as principais sobreviventes do polo catarinense. Nos últimos anos, essas três empresas deixaram de ser meras confecções para também atuar com suas marcas diretamente no varejo, principalmente por meio de franquias.

Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), a indústria de confecções no Brasil faturou R$ 110,4 bilhões em 2013, alta de 2,9% em relação à 2012. (Fonte: Valor – 18/06/2014)

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