Artigos para o lar começam a sentir sinais de desaceleração

A desaceleração da economia brasileira, iniciada ainda no ano passado, deve afetar o mercado de decoração e artigos para o lar (houseware) no País. Impulsionada pelas altas taxas de juros, endividamento das famílias e redução do poder do crédito, o segmento tem expectativa de movimentar, em média, R$ 60 bilhões até o final do ano, ante os cerca de R$ 59 bilhões movimentados no ano passado. Em 2013, R$ 5 bilhões foram em objetos de decoração, diz estudo feito Ibope Inteligência.

A perspectiva de que o mercado deverá sofrer retração este ano é confirmada pelo diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), Marcelo Villin Prado. “O setor de móveis, cama, mesa e banho vinha registrando um crescimento de 5% a 6% ao ano, valor que estava fora da curva quando comparado a outros setores. Com as mudanças na economia, porém, desde o início do ano estamos crescendo abaixo dos 2%”, ressaltou ele.

O consultor ainda afirma que apesar da previsão inicial do ramo ter sido de movimentar R$ 64 bilhões este ano, o valor não deve passar de R$ 60 bilhões, mesmo com o segundo semestre mais positivo. “Ainda que as vendas de bens duráveis cresçam com a chegada do 13º salário, a entrega dos empreendimentos imobiliários deve ter uma redução significativa nos próximos anos”, disse. E completou dizendo que neste segundo semestre, ainda que o consumo no segmento aumente cerca de 5%, ele será suprido principalmente pelos estoques que ficaram no varejo no ano passado.

Sustentado pelas classes C e B – 32% e 46% do mercado -, o setor é composto principalmente pelos lojistas independentes que dominam 46% do segmento, seguido por lojas de departamento como Casas Bahia e Magazine Luiza. Estas representam 24% da cadeia. “Os pequenos e médios empresários são os que mais sentem o impacto negativo da economia. Algo que não deve mudar, enquanto o governo não controlar as contas e estimular os investimentos no País”, falou Prado.

E-commerce

Ainda pouco representativo para a categoria, o comércio eletrônico deve adotar cautela, pois dificilmente ultrapassará as lojas físicas em vendas. “Os custos com logística, proteção e devolução não são baratos. Os gastos com trocas, por exemplo, são altíssimos, ficando em 2% no físico e 20% no virtual”, justifica o especialista.

Mesmo com a desaceleração do segmento, a Porcelana Schimidt dará um passo surpreendente, ao entrar no comércio eletrônico voltado ao cliente final, o B2C. “Existe uma magia no mercado virtual, já que o espaço é infinito. Lá, nossos clientes poderão encontrar toda a linha de porcelanas da marca, diferente do que acontece hoje nas redes varejistas”, contou o diretor de Marketing da companhia, Paulo Lara.

Artesanato

Enquadrado na decoração, o artesanato tem ganhado destaque por vendas cada vez maiores. Segundo o CEO do Elo 7 – agregador de empresas ou marketplace -, Carlos Curioni, o nicho movimenta anualmente US$ 28 bilhões. “A categoria de “festas” é a que mais se destaca no site hoje. Dentre os produtos mais vendidos, as lembrancinhas de têm maior representatividade”, disse.

Os artigos de decoração começam a despontar com mais enfâse na loja virtual Elo 7. “Temos mais de 300 mil produtos de decoração cadastrados no site. Ela é a segunda maior categoria, tanto em números de produtos cadastrados quanto em produtos vendidos no Elo 7”.

Ainda segundo o executivo, de 2013 para cá, essa categoria apresentou salto representativo nas vendas. “O número de vendas de artigos de decoração no Elo 7 mais que dobrou nos últimos 12 meses. Por isso, acreditamos e trabalhamos muito para o crescimento deste segmento. Ele tem potencial para se tornar o líder em vendas no site, dada a diversidade e variedade de produtos que são ofertados”, concluiu. (Fonte: DCI – 23/07/2014)

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