Produção de calçados cresce 5,1% neste ano

A produção de calçados no Brasil vai encerrar 2013 com crescimento de 5,1% em volume de pares em relação ao ano passado, de acordo com projeção do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Em termos nominais, o faturamento do setor aumentará 8,5%, para R$ 24,1 bilhões, na mesma comparação.

Em linha com a desaceleração da economia, os números são inferiores aos registrados em 2012, quando a produção em pares cresceu 5,5% e o faturamento, 9%. No entanto, o cenário e o desempenho da indústria calçadista pode ser considerado melhor este ano, diz Marcelo Prado, diretor do Iemi.

Segundo Prado, a performance do setor no ano passado foi sustentada pelo segmento de calçados de plástico e borrachas (basicamente chinelos e sandálias), que sofre pouca ameaça de produtos importados, produz em grande escala e a no qual a mão de obra não é tão intensiva. “A produção no resto do setor, que inclui os sapatos montados como os esportivos e os de couro, ficou praticamente estável ou cresceu pouco no ano passado”, afirmou Prado.

Com o dólar mais valorizado, as exportações de calçados brasileiros se tornaram, novamente, uma possibilidade. Em paralelo, os importados se tornam competidores mais fracos, diz Prado.

Segundo projeção da consultoria, as exportações (em volume) crescerão 6,6% este ano, para 38 milhões de pares.

As importações, por sua vez, avançarão 5,9%, para quase 120 milhões de pares este ano. Com isso, a fatia dos produtos estrangeiros no consumo aparente de calçados no Brasil (considera a produção nacional, mais importações, menos exportações) cairá de 4,5% para 4,4%.

Segundo Prado, embora o cenário para as exportações tenha ficado mais favorável, o grande motor do crescimento da produção de sapatos no Brasil ainda é o mercado interno.

Para ele, o desempenho da indústria calçadista está muito mais ligado ao crescimento da renda do que a performance do PIB. “É evidente que a inflação tira fôlego do potencial de consumo que move o setor. Mas, na prática, os salários ainda estão subindo acima da inflação no país”, afirma Prado. (MF)

 

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