Press Release: Produção nacional de vestuário deve avançar 3,2% neste ano

Produção nacional de vestuário deve avançar 3,2% neste ano, aponta IEMI

A indústria de vestuário mundial, assim como outros setores produtores de bens de consumo, vem se desenvolvendo significativamente nos últimos anos. No Brasil, porém, a indústria de vestuário apresentou queda de 5,6% na produção, em 2015, acompanhando a queda de 2,2% no número de unidades produtivas e queda de 3,4% no pessoal ocupado. Em termos nominais, o valor da produção em geral teve alta de 4,3%. Estes números fazem parte do estudo “Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2016” recém-lançado, elaborado pelo IEMI – Inteligência de Mercado.

Dados como a evolução do consumo aparente e da participação dos importados no suprimento do mercado interno também foram analisados, tendo como base a evolução histórica dos principais indicadores da indústria de vestuário no Brasil (produção, investimentos, capacidade instalada, contratação de mão de obra, etc.) e do próprio comércio externo brasileiro de vestuário.

“Em 2016, as expectativas são de que os artigos importados alcancem uma participação de 8,5% sobre o consumo aparente em volume de peças, e as exportações representem 0,5% da produção nacional, quando considerados todos os grupos de vestuário produzidos e consumidos no País”, afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Tendências-do-mercado-de-vestuário

 

 Canais de distribuição e consumo de vestuário

 Os diferentes formatos do varejo compõem o principal canal de escoamento dos artigos de vestuário consumidos no país. Para a indústria, o varejo responde diretamente por 74,8% da distribuição de toda a produção nacional de vestuário. O comércio atacadista soma 13,6%, a exportação representa apenas 0,4%, e as lojas de fábrica, institucional e os demais canais (institucional e internet) somam 11,1%. 

 

Canais de distribuição da produção (em % das peças) – 2015

canais

Perfil da Demanda

Em termos de consumo, a maior demanda potencial provém do grupo de consumidores da classe B, com 38,2% do valor gasto com vestuário no país em 2015. A classe C aparece em seguida com 32,1%, as classes D/E participando com 16,8% e por último a classe A com 12,9% do consumo. (Critério de classificação ABEP/CCEB).

Entre os estados, São Paulo é o maior produtor de artigos de vestuário e também o maior consumidor, em seguida aparecem Rio de Janeiro e Minas Gerais.

 

Maiores estados consumidores de vestuário (em % sobre R$) – 2015

  estados

Unidades produtoras

De 2011 a 2015, a quantidade de unidades atuantes no setor teve uma queda de 0,56%, com a saída de 136 unidades. Em relação ao ano de 2014, ocorreu leve queda de 2,13%, quando 528 unidades produtivas encerraram suas atividades dentro do setor.

As microempresas, de 5 a 19 empregados, representam 71,1% do universo empresarial e 27,7% do pessoal ocupado e são responsáveis por 14,1% da produção. As pequenas, de 20 a 99 empregados, são 26,0% do universo e 41,3% do pessoal ocupado e participam com 20,6% da produção. As médias empresas, de 100 a 499 empregados, são apenas 2,7% do universo, respondem por 19,9% dos empregos e 32,5% da produção, e as grandes, acima de 500 empregados, somam apenas 0,2% das empresas, 11,1% do pessoal ocupado e 32,8% da produção total de vestuário, meias e acessórios de 2015.

As unidades produtoras estão localizadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram 77% do total, ficando a região Nordeste com 15% e as regiões Centro-Oeste e Norte, juntas, com 8% do total de unidades em atividade.

 

Distribuição das unidades produtoras por região (%)
. Região 2011 2012 2013 2014 2015
 Norte 0,8% 0,9% 0,9% 0,9% 0,9%
 Nordeste 14,7% 14,7% 15,1% 15,0% 15,3%
 Sudeste 51,1% 50,8% 49,8% 49,4% 48,9%
 Sul 27,1% 27,0% 27,1% 27,7% 27,9%
 Centro-Oeste 6,4% 6,6% 7,1% 7,1% 7,0%
. Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Fontes: IEMI/RAIS

 

Ocupação de pessoal 

O setor de vestuário, incluindo meias e acessórios, empregou em 2015 cerca de 1,12 milhão de trabalhadores. Esse número corresponde a uma queda de 3,4% em relação ao volume de empregos em 2014 e de 4,9% em relação ao volume em 2011.

A região Sudeste é a maior empregadora do setor, e é sede do maior universo de unidades produtivas. Em todo o período analisado a região Sudeste foi a líder no número de pessoal ocupado e participa hoje com 47% do contingente de empregos ofertados pela indústria de vestuário no Brasil em 2015. A região Sul ocupa a segunda posição, com 28%, seguida da região Nordeste, com 19%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, detêm 6% dos empregos da indústria brasileira de vestuário.

 

Resumo dos principais indicadores do Setor de Vestuário no Brasil:

 

Grandes números do setor
. Indicadores 2014 . Setor de vestuário no Brasil
Número de unidades produtivas 25.056 empresas
Pessoal ocupado (direto e indireto)  1,12 milhões de funcionários
Produção 5,8 bilhões de peças
Exportações US$ 127,6 milhões
Importações US$ 2,4 bilhões
Saldo da balança comercial – US$ 2,2 bilhões
Fonte: IEMI

 

DADOS ADICIONAIS: 

Produção mundial

 A produção mundial de vestuário foi estimada em aproximadamente 48,3 milhões de toneladas para o ano de 2014, considerando-se apenas os artigos fabricados dentro de padrões industriais de produção, ou seja, sem considerar os artigos de feitio doméstico ou sob medida (ocupação de costureiras, alfaiates, etc.).

“O potencial de crescimento futuro é maior se considerarmos que a grande maioria da população mundial ainda sobrevive com baixo poder aquisitivo. Nos próximos anos, o crescimento da produção e do consumo deverá ocorrer à medida que as nações menos desenvolvidas consigam uma melhor distribuição de renda”, afirma Prado.

Em 2014 o Brasil ocupava a 5ª posição no ranking de produção mundial, com participação de 2,5%, ficando atrás, somente, da China, Índia, Paquistão e Turquia. Todavia, a força chinesa no setor de vestuário é incomparável. Afinal, o país, sozinho, detém 56,4% da produção.

 

 Principais produtores mundiais de vestuário em 2014 (% sobre peças)

  países

 

Sobre o IEMI

O IEMI – Inteligência de Mercado foi criado em 1985 para atender a crescente demanda das indústrias e entidades por dados numéricos e comportamentais relativos aos seus mercados, bem como para ajudar a sustentar o planejamento de suas ações. O IEMI tornou-se a principal fonte de informações para importantes setores da economia brasileira, como o de vestuário, contribuindo para seu melhor desenvolvimento.

Site: www.iemi.com.br

 

 


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