Press Release: Produção nacional de móveis deve recuar (-)3,1% neste ano

A indústria de móveis no Brasil, apresentou queda de 0,9% na produção, em 2014, acompanhando a queda de 0,7% no nº de pessoal ocupado. Em termos nominais, o valor da produção em geral teve alta de 4,1%. Estes números fazem parte do estudo “Mercado Potencial de Móveis em Geral” recém-lançado, elaborado pelo IEMI Inteligência de Mercado.

O estudo mostra ainda que, apesar do resultado agregado negativo, as linhas de “móveis para cozinha e banheiros” apresentou uma alta de 2,2% no volume total de peças produzidas. Os “móveis para sala de estar” e os “estofados” cresceram 1,0% em relação ao ano anterior, enquanto que os “móveis de escritório” tiveram um pequeno crescimento, da ordem de 0,4% nos volumes. Dentre as linhas que apresentaram redução na produção, a que mais caiu foi a linha de “móveis para dormitórios”, com (-) 4,4%, seguidos pelos “móveis para sala de estar”, influenciados pela redução do mercado de camas, cada vez mais preteridas pela “box”. Também recuou a linha “outros móveis” (-0,2%), categoria que inclui os móveis institucionais, para hotéis, restaurantes, áreas externas, etc..

Dados como a evolução do consumo aparente e da participação dos importados no suprimento do mercado interno também foram analisados, tendo como base a evolução histórica dos principais indicadores da indústria moveleira no Brasil (produção, investimentos, capacidade instalada, contratação de mão de obra, etc.) e do próprio comércio externo brasileiro de móveis.

Em 2015, as expectativas são de que a produção tenha queda de (-)3,1% em volume de peças, porém alta de 2,4% em valores em reais.

 

Canais de distribuição e consumo de móveis

Os diferentes formatos do varejo compõem o principal canal de escoamento dos móveis consumidos no país. Para a indústria, o varejo responde diretamente por 83% da distribuição de toda a produção nacional de móveis. O comércio corporativo e governamental soma 7,5%, o atacado representa 4,5%, os demais canais correspondem a 5,0%.

 

Perfil da Demanda

Em termos de consumo, a maior demanda potencial provém do grupo de consumidores da classe B, com 49,8% do valor gasto com móveis no país em 2014. A classe C aparece em seguida com 30,5%, a classe A com 15,0% e por último as classes D/E participando com 4,7% do consumo.

Entre as regiões, Sudeste é a maior produtora de móveis e também a maior consumidora, em seguida aparece o Sul e o Nordeste.

 Unidades produtoras

De 2010 a 2014, a quantidade de unidades atuantes no setor aumentou 27,7%, com o surgimento de 4.191 novas unidades. Em relação ao último ano, houve alta de 5,8%, quando 1.060 unidades produtivas abriram suas atividades dentro do setor.

As microempresas, de 1 a 9 empregados, representam 73,6% do universo empresarial e apenas 18,4% do pessoal ocupado. As grandes, acima de 249 empregados, somam apenas 0,5% das empresas e 18,0% do pessoal ocupado em 2014.

As unidades produtoras estão localizadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram 78% do total, ficando a região Nordeste com 12% e as regiões Centro-Oeste e Norte, juntas, com 10% do total de unidades em atividade.

Ocupação de pessoal

Os empregos gerados pelo setor produtor de móveis somaram quase 300 mil funcionários empregados em 2014, ou o equivalente a 3,16% do total de trabalhadores alocados na produção industrial do País nesse ano. Isso vem demonstrando que, além da sua relevância econômica, este é um segmento de forte impacto social.

A região Sudeste é a maior empregadora do setor. Em todo o período analisado a região foi líder no número de pessoal ocupado e participa hoje com 43% do contingente de empregos ofertados pela indústria de móveis no Brasil em 2014. A região Sul ocupa a segunda posição, com 42%, seguida da região Nordeste, com 9%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, detêm 6% dos empregos da indústria brasileira de móveis.

Resumo dos principais indicadores do Setor de Móveis no Brasil:

Grandes números do setor
. Indicadores 2014 . Setor de móveis no Brasil
Número de unidades produtivas 19,3 mil unidades produtivas
Pessoal ocupado (direto e indireto)  298,3 mil funcionários
Produção 471,7 milhões de peças
Vendas R$ 37,4 bilhões
Exportações US$ 538,4 milhões
Importações US$ 271,3 milhões
Saldo da balança comercial US$ 267,1 milhões

Fonte: IEMI

 IEMI-Inteligência de Mercado

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