O Consumidor de calçados durante a crise

A forte recessão que se abateu sobre a economia brasileira afetou de maneira significativa o consumo de calçados, resultando no encolhimento das vendas no varejo interno, entre 2014  e 2016, em -13% em volumes de vendas e -4,5% em valores. Neste período, o País saiu de um volume anual no varejo da ordem de 903 milhões de pares, em 2014, para pouco mais de 784 milhões no acumulado de 2016.

O IEMI atualizou os dados da pesquisa sobre Comportamento de Compra de Calçados realizada em 2014, período pré-crise e acaba de lançar a edição 2017 do estudo sobre o comportamento de compra do consumidor de calçados.

 Consumo de calçados diminuiu, frequência de compra se manteve e ticket médio aumentou

Obviamente, durante a crise, há menos consumidores dispostos a comprar. Mas dentre os que compraram calçados recentemente, observamos que a quantidade de pares adquiridas por compra não houve alteração, ficando em 2 pares em média por compra. Em contrapartida, a frequência de compra dos consumidores em geral aumentou levemente, de 3,6 para 3,8 compras de calçados por ano, a frequência de compra das mulheres se manteve superior aos homens em 2017, com média de 4,4 compras contra 2,9 em relação aos homens, porém ficou mais equilibrado em relação a 2014, quando as mulheres tinham uma média de 4,5 compras de pares por ano contra 2,5 em relação aos homens.

A queda no consumo, na verdade ficou caracterizada pelos consumidos das classes C e D/E que compravam em média 3,4 pares em 2014 e passaram a comprar 3,0 pares em 2017, em contra partida as classes A e B tiveram um aumento na frequência de compra de 4,2 pares em 2014 para 4,7 pares em 2017, praticamente aproximando a média de frequência de compra de calçados em geral de 2014.

O valor gasto por compra (ticket médio), por sua vez, foi elevado em mais de 12%, passando de uma média de R$ 191,87 para R$ 215,84 por compra. Em que pese a inflação do período, o que realmente puxou este gasto para cima foi o aumento no contingente de consumidores de renda mais elevada (poder de compra A e B), enquanto diminuíram os consumidores de menor renda, justamente os mais afetados pelos efeitos da recessão.

Este é apenas um teaser do estudo do Comportamento do Consumidor de Calçados 2017, este já está disponível e trás diversos outros indicadores e análises acerca do comportamento do consumidor de calçados, como seus hábitos, experiência de compra, como seleciona os produtos, o que gosta, o que não gosta e sua relação com as marcas. Fale com um consultor e saiba mais.


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