O Brasil está perdendo oportunidades, dizem especialistas

O painel que colocou em pauta a economia brasileira no XXIII Congresso MOVERGS contou com a participação de dois especialistas no assunto: Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, economista e consultor, e Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul com extensa carreira política. A análise da conjuntura econômica do país feita pelos palestrantes deu sequência à apresentação de Marcelo Prado, sócio-diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), que expôs o panorama do setor moveleiro no Brasil, na manhã de quarta-feira, 03 de julho, em Bento Gonçalves.

Mailson da Nóbrega iniciou o painel relatando o momento econômico que vive o país, além de tecer críticas ao governo de Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, estamos em um período muito grave, mas não podemos ser pessimistas. “O Brasil não corre o risco de desandar, porque temos instituições fundamentais: a democracia, um judiciário independente, imprensa livre, sociedade intolerante à inflação, disciplina de mercado, somos um país previsível e possuímos a capacidade de detectar e corrigir erros – que muitos países, como a China, não têm. São essas instituições que levam o empresário a assumir riscos e buscar a inovação”, explica.

De acordo com Nóbrega, a política fiscal do Brasil está uma bagunça. “Além do câmbio flutuante, a presidente Dilma acredita que tem a prerrogativa de condicionar a taxa de juros. Durante muito tempo ela ficou fixa, porque ela queria atender certas demandas. A inflação é outro problema, que destrói emprego e credibilidade. A ideia de que a economia brasileira estava desacelerando porque faltava consumo não é verdade. Estava faltando oferta, produção”, aponta.

O economista observou, ainda, que o país entrou em uma armadilha do baixo crescimento, em função de seu posicionamento político. “O risco do Brasil é crescer pouco, isso significa perder oportunidades, mas não vai perder o rumo”, afirma. Nóbrega disse também que o país está na antessala do clube dos países ricos, mas que para entrar é necessário enfrentar muitos desafios.

Após Mailson da Nóbrega, foi a vez de Germano Rigotto analisar a situação econômica do Brasil, comentando pontos que acredita serem importantes para o desenvolvimento. “Não basta só ter um aumento de renda, precisamos de uma melhor distribuição. As reformas estruturais que não aconteceram precisam ocorrer, pois estamos deixando de aproveitar oportunidades que só estão se abrindo para o Brasil”, salientou.

Rigotto falou sobre a situação de outros países emergentes, como a China, e detalhou o grande potencial brasileiro. “Temos uma diversificação que outros países não têm. Nossa capacidade de produzir alimentos faz muita diferença. Além disso, temos uma ótima matriz mineral e energética. Somos o segundo maior produtor de biocombustível no mundo e ainda por cima, um país jovem – um bônus demográfico que nos garante alavancar o Brasil”, ressaltou.

O palestrante abordou também a questão do sistema financeiro do país. “Temos um sistema financeiro altamente capitalizado, com baixa alavancagem e isso é algo totalmente favorável no momento de crise. Esse controle sobre o sistema financeiro nos assegura uma situação bem melhor que a do governo americano, por exemplo”, complementa. Ao final das exposições, os dois painelistas responderam perguntas dos participantes. (Fonte: Movergs)

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