Notícias: Participação das lojas de departamento na distribuição de calçados no Brasil aumentou 27% em 4 anos

Redes perceberam a necessidade de oferecer um look completo aos consumidores

 

Muitas lojas de departamento, focadas em artigos de moda do Brasil, ainda não comercializam calçados – o que as obriga a apresentar em suas vitrines e áreas de exposição, manequins vestidos com os mais novos itens da estação (roupas, acessórios, óculos e etc.) descalços.

É sabido que para se valorizar a venda de um determinado produto de moda, não basta expô-lo isoladamente, é preciso compor um look completo que transmita o visual, a identidade e os diferenciais da nova coleção.

“Apresentar um manequim descalço nas vitrines é, sem dúvida, uma verdadeira gafe de marketing, mas que não pode ser evitada se este produto não fizer parte do mix de produtos do estabelecimento”, afirma Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI).

Imagine a frustração de um consumidor ao entrar em uma loja encantado com o calçado exposto no manequim e ser informado que aquele produto está ali apenas para compor o look e que não está à venda.

Pensando nisso, muitas redes de departamento brasileiras, que têm os artigos de moda como um de seus principais itens de comercialização, estudam a possibilidade de introduzir esta linha de produtos em suas lojas, o que já vem modificando a importância deste canal de venda para o setor de calçados no Brasil.  Este é o caso da Marisa que recentemente anunciou esta nova estratégia na complementação de seu mix de produtos.

O potencial do mercado de calçados foi analisado de forma exaustiva pelo Núcleo de Inteligência de Mercado do IEMI, que acaba de divulgar a pesquisa (Estudo do) Mercado Potencial de Calçados em Geral. Este estudo revela que nos últimos 4 anos, a participação relativa das lojas de departamento na distribuição de calçados aumentou 27%, passando de um percentual de 11% do total, para 14% em 2011.

“Não é fácil trabalhar com calçados em lojas de departamento, especialmente pelo espaço que ocupa. A prateleira onde cabem 6 pares de calçados ocupa o  mesmo espaço de uma arara que comporta até 30 peças de roupa. Além disso, o provador não é o mesmo, é necessário criar um espaço dentro da loja para que o consumidor prove o calçado, e o estoque também ocupa uma área maior no ponto de venda e depósito”, comenta Marcelo Prado.

O comércio varejista especializado ainda é o principal canal de escoamento da produção nacional, participando com 56% dos valores produzidos, seguido pelo varejo não especializado, com 19,6%. O número de lojas em atividade no Brasil dedicadas predominantemente à comercialização de calçados é da ordem de 27,6 mil pontos de venda, segundo as estatísticas oficiais (não estão computadas as lojas que em 3 de dezembro de 2011 não possuíam nenhum empregado).

Pela primeira vez, a compra de calçados pela Internet aparece na pesquisa, impulsionada pelo comportamento de compra do público mais jovem. Os produtos mais comercializados na Internet são chinelos e tênis – produtos cuja forma e qualidade são amplamente conhecidos e, em muitos casos, dispensam experimentação.

Em média, o brasileiro consome 3,8 pares de calçados por ano, o equivalente a R$ 105,17 ou US$ 62,81 em valores de fábrica, sem o mark-up do varejo (valores de referência para o ano de 2011).

 

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