Notícias: Grifes embarcam nos blocos de rua

No domingo pré-carnaval, o bloco Fogo e Paixão, que homenageia o cantor Wando e também toca músicas de Fábio Júnior e Roupa Nova, desfilou pelas ruas do centro do Rio e arrastou um multidão. À frente, a bateria e os organizadores vestiam uma blusa fabricada e doada pela grife carioca Reserva.

A marca, que vende camisas com frases de efeito entrou no Carnaval de rua este ano. “O bloco é a cara da Reserva porque não tem um proposta que se leva a sério”, diz Rony Meisler, sócio da grife. Mas o patrocínio tem um resultado prático da divulgação.

A marca também produz camisas diferentes, voltadas para o Carnaval. “Nossa venda já cresce naturalmente com aumento do fluxo de turistas. Mas a alta chegou a 15% em relação ao ano passado”, conta Meisler. “Todo ano precisamos aumentar a produção. Ainda não acertamos no volume sazonal, a demanda é maior do que projetamos”.

No ano passado, a Riotur estimou que mais de 5 milhões de pessoas acompanharam os 492 blocos que desfilaram pela cidade. Este ano o número de agremiações se manteve o mesmo.

O sucesso dos blocos atraiu também a marca de sandálias e chinelos Ipanema. Ela chegou ao Carnaval de rua carioca timidamente no ano passado, quando patrocinou dois blocos. Mas em 2013, estará presente em 13 deles, como o Mulheres de Chico, o Toca Raul e o Empolga às 9h. Em todos, a marca estará em camisetas, leques, máscaras e sacolas. Em alguns deles, a Ipanema distribuirá kits equipados com um bolsa vermelha e uma sandália, para as meninas com as fantasias consideradas “bacanas”.

A Maria Filó também aderiu ao Carnaval como patrocinadora do bloco Escangalha. “O retorno, nesse caso, não é financeiro, mas de maior proximidade com o público em um dos períodos preferidos de quem mora no Rio”, diz a estilista Renata Joca.

Quem não está muito feliz com esta entrada das empresas com patrocínio aos blocos ou distribuindo produtos é a Riotur.

O presidente da empresa, Antonio Pedro, está observando as negociações e afirma que a Prefeitura do Rio fiscalizará a atuação de empresas que não contribuem de fato para a organização da festa. Isto porque o Carnaval de rua custará à prefeitura R$ 35 milhões. Além disso, a Antarctica, marca da Ambev, ganhou uma concorrência para patrocinar os desfiles de blocos. Esta empresa paga a instalação dos enfeites de rua, os carros de som, instala banheiros químicos e distribui guias. “A Prefeitura vai fiscalizar a atuação de empresas que fazem ações de marketing no Carnaval e não contribuem para a festa”, avisa Pedro. Segundo ele, o investimento da marca Antarctica fez a prefeitura economizar R$ 15 milhões.

Mesmo sem patrocinar diretamente os blocos, outras marcas também estão ganhando mais com o Carnaval. A Dress To criou uma linha de roupas leves e coloridas para suas clientes. “Este ano, foram 22 modelos específicos para o Carnaval contra 14 de 2012 e 8, dois anos atrás”, diz Rodrigo Braga, sócio da grife. Entre os produtos há dois modelos de fantasias, adereços para cabeça, bermudas e vestidos. “As vendas dessa linha cresceram 72%”. (Valor – 08/02/2013)

 

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