Na Mídia: Venda de móveis deve ficar estável este ano

As vendas de móveis no varejo brasileiro subiram 4,3% em 2011 frente a 2010, considerado o de melhor desempenho do mercado moveleiro. Este crescimento é altamente positivo, ainda mais se comparado ao consumo brasileiro no varejo em geral, que aumentou 1,6% no ano passado. Para 2012, as estimativas apontam para um desenvolvimento praticamente igual, de 4% em volumes. Esses dados fazem parte do Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil, realizado pelo Núcleo de Inteligência do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), divulgado no início do mês.  Alguns fatores contribuíram para o bom resultado de 2011 e a previsão estável para 2012 no consumo de móveis. “O boom imobiliário dos últimos anos, a melhoria de renda do consumidor, redução dos juros para venda a crédito, incentivos do governo com a redução de impostos (IPI) e linhas de financiamento específicas do produto no programa Minha Casa, Minha Vida”, explica o diretor do Iemi, Marcelo Prado. No caso dos móveis para escritório, o crescimento no consumo se justifica pelo surgimento e expansão de novas empresas, além da chegada das multinacionais.

Na produção, 2011 acumulou 431 milhões de peças de móveis no Brasil, registrando um aumento de 4,2% sobre 2010. Em valores, equivale a R$ 29,5 bilhões, 11,2% superior. Já a previsão para 2012 é de alta de 3,5% em peças sob o ano passado e, em valores, sobe 4,1% em comparação a 2011. Segundo o estudo do Iemi, a produção de móveis de escritório é a que mais cresce no setor: 7,7% ao ano em volumes contra 6,4% dos residenciais e 4% dos colchões e cama box. “Os investimentos em construção civil em imóveis corporativos é o grande incentivador do mercado de móveis corporativos”, conta o especialista.

A exportação de móveis, que no início da década de 2000 chegou a quase US$ 1 bilhão, tem perdido força nos últimos anos, em função da valorização cambial do real. A moeda nacional fortalecida tirou força da exportação, historicamente um dos principais fatores de fomento da produção de móveis do Brasil.

Em 2011, o Brasil exportou 20,8% mais peças. No entanto, o rendimento advindo com essas exportações diminuiu 3,8% (em dólares). A exportação representou 3,6% no total de peças produzidas e 4,6% da receita da indústria moveleira. Para 2012, os resultados atuais projetam novo recuo no rendimento, de 4,4% (em dólares). “Com o real valorizado, passamos a exportar produtos para novos mercados, como América do Sul, África, Ásia e Leste Europeu, fugindo das zonas do dólar e do euro, mas que consomem, em grande parte, produtos de menor valor agregado”, finaliza Prado.
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