Na mídia: Unicasa fará primeiro IPO de fabricante de móveis

A gaúcha Unicasa será a primeira fabricante de móveis do mercado nacional a lançar ações na BM&FBovespa. A companhia abriu nesta quinta-feira o período de reserva de ações, que se encerra no dia 24, em duas modalidades: emissão primária e secundária (parte do capital acionário dos atuais donos). A oferta envolve apenas ações ordinárias (com direito a voto). A fabricante, líder nacional do segmento de planejados, ingressará no Novo Mercado, com código UCAS3. O prospecto do IPO define um preço de R$ 18,50 por ação, podendo variar na faixa de R$ 16,50 a R$ 20,50. Com isso, o potencial de giro é de R$ 541,9 milhões.

A precificação está marcada para o dia 25 deste e a estreia na bolsa no dia 27. Serão ofertadas 9.136.364 de ações na emissão primária e 17.298.182 de ações na secundária. Nesta última, a captação será dirigida à distribuição como dividendos aos acionistas. Se houver demanda, serão oferecidos lotes suplementares de até 3,965 milhões de ações, e adicional, de até 5,287 milhões de papéis. A oferta extra pode elevar o negócio a R$ 731,6 milhões, seguindo a cotação de R$ 20,50 por papel.

Analistas avaliam que o grupo, que tem como maior acionista o empresário Alexandre Grendene (dono da calçadista Grendene), com 73,67% do capital, terá como maior trunfo o desempenho do segmento, que passa por aquecimento devido à demanda de mobiliário para novos imóveis e ascensão de segmentos de consumidores. As plantas industriais ficam em Bento Gonçalves.

O analista setorial da indústria de móveis Marcelo Villin Prado vincula a trajetória do líder em móveis planejados ao perfil do maior acionista (Grendene) e à atuação em diversos canais – leia-se todas as classes. São quatro marcas: Dell Anno (segmento premium – A e B), Favorita (classes B e C), New (classe C) e Telasul (classe D, móveis prontos). “Não tem nenhum concorrente que possa impedir seu crescimento”, observa Prado.

O sócio-diretor da Fundamenta Administradora de Recursos Valter Bianchi Filho pondera que a oferta terá o maior teste por ser a primeira do setor a ingressar na bolsa. “O investidor terá de estar ciente de riscos da incerteza sobre o pioneirismo do lançamento”, traduziu, que espera interesse entre aplicadores mais experientes. Como não há precedente, a comparação sobre o potencial do negócio fica prejudicada, justifica. Mas Bianchi considera que o baixo endividamento da Unicasa (R$ 1,1 milhão no curto prazo e R$ 5,7 milhões no longo prazo) é vantagem.

 

Leia a matéria na íntegra: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=91064

 

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