Loja fatura com roupas fofas de bebês de antigamente; conheça o mercado

As roupas da infância da mãe foram a inspiração para a empresária Marcela Melloni Toledo, 34, abrir uma loja de moda infantil com peças cheias de babados, crochê, laços, renda e estampas para os pequenos.

Segundo Toledo, a proposta da Baby Bib, de São Paulo (SP), é oferecer roupas que deixem os bebês mais fofos e nada parecidos com miniadultos.

“Queríamos resgatar o estilo de roupa de bebês da época de nossos pais, que eram ricas em detalhes e pareciam peças únicas. São peças mais graciosas e infantis, que diferem os bebês do estilo de roupa dos pais.”

O carro-chefe da empresa são as calcinhas para bebês com babado, mas os gorros de crochê, os babadores-bandanas e os vestidos com babado também são muito procurados pelos clientes, afirma Toledo.

Os preços variam de R$ 17 a R$ 78. Por mês, a empresa vende 300 peças de roupa. O faturamento não foi revelado. O público-alvo são crianças de zero a quatro anos.

A empresa tem uma loja virtual e sete pontos de vendas no país. Desses, cinco são em lojas multimarcas e dois são estandes próprios em feiras de final de semana em São Paulo.

Pais roqueiros querem que filhos vistam roupa de bandas favoritas

Outra empresa, a Baby Rock, também de São Paulo (SP), especializou-se em roupas com estampas de bandas de rock. O carro-chefe do negócio são os “bodies”. De acordo com a fundadora da empresa, Renata Morales Villela, 35, os pais preferem mais este tipo de roupa do que as mães.

 

VEJA PRÓS E CONTRAS DO SETOR

Pontos positivos Pontos negativos
É o ramo de vestuário mais cresce. Enquanto o setor deve registrar queda de 1% em 2013, a moda infantil deve crescer 3,8% Pais estão diminuindo o número de filhos. Segundo IBGE, a taxa de fecundidade hoje é de 1,9. Em 2000, era de 2,38
Pais estão planejando melhor a gravidez e, com isso, conseguem comprar roupas mais sofisticadas e caras Cliente pode ser fiel por um tempo, mas a loja perde a freguesia conforme a criança cresce
Empresário pode terceirizar a produção e reduzir o custo do negócio Mercado registra escassez de pequenas confecções para prestar o serviço

“A voz dos pais começou a ganhar força na hora de escolher as roupas do filho. Antes, esta era uma tarefa quase que exclusiva das mães e das avós”, afirma.

A empresa vende cerca de 500 peças por mês, com preços que variam de R$ 43 a R$ 47. O faturamento mensal do negócio é de R$ 20 mil.

Apesar de estampar marcas das bandas de rock em seus produtos, a Baby Rock não possui licenciamento para utilizá-las. No entanto, segundo Villela, a empresa já está em contato com as licenciadoras para regularizar a situação.

“Não corremos atrás disso antes porque não sabíamos se o produto teria aceitação. Com a resposta positiva do público, estamos acertando a produção”, diz.

Produção terceirizada é mais barata

As duas empresas –Baby Bib e Baby Rock– trabalham com confecções terceirizadas. Elas desenham as peças e entregam para outra empresa produzir.

Segundo o diretor-fundador da São Judas Consultores, especializada em gestão de confecções, Tadeu Bastos Gonçalves, a produção terceirizada é uma maneira de começar o negócio com menos investimento.

De acordo Gonçalves, uma confecção própria de mil a 2.000 peças custaria cerca de R$ 35 mil ao empreendedor. Já a mesma produção terceirizada sairia por R$ 20 mil, incluindo capital de giro.

“Terceirizar a produção é uma alternativa para quem tem pouco capital inicial, mas é preciso cuidado na escolha. Muitas confecções de pequeno porte são mal estruturadas e algumas envolvidas com trabalho escravo”, declara.

Vestuário infantil faturou R$ 17,6 bilhões em 2012

As indústrias de roupas infantis estão em leve crescimento. Segundo dados do Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), o setor faturou R$ 17,6 bilhões em 2012. Para este ano, é esperado um aumento de 3,8% na arrecadação.

Apesar de o crescimento relativamente baixo, o diretor do Iemi Marcelo Villin Prado, afirma que o segmento de vestuário infantil é o que mais cresce.

“Para se ter uma ideia, é esperada uma queda de 1% no setor têxtil em geral, principalmente por conta do aumento das importações asiáticas”, declara.

De acordo com Prado, as inovações –como as peças com babados e bandas de rock– têm impulsionado o segmento.

“Antes, a moda não chegava aos bebês, eles não tinham estilo. Hoje, os pais têm mais poder aquisitivo do que há dez anos e podem investir mais nas roupas para os filhos”, afirma.

Casais estão reduzindo número de filhos

Para o diretor do Iemi, apesar do aumento do poder aquisitivo da população contribuir para a expansão do segmento de roupas infantis, outros fatores podem reduzir o potencial desse mercado.

Entre eles, o fato de os casais reduzirem a quantidade de filhos o que, em longo prazo, pode diminuir o número de potenciais consumidores.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a taxa de fecundidade (filhos por mulher) é de 1,9. Em 2000, a mesma taxa era de 2,38.

Além disso, Prado diz que as roupas infantis são substituídas rapidamente e a marca tende a perder o cliente em pouco tempo.

“Conforme a criança cresce, ela deixa de usar algumas roupas e num prazo de três a quatro anos ela deixa de ser cliente de uma marca. É comum até empresas lançarem uma segunda marca para crianças maiores na tentativa de segurar o consumidor por mais tempo”, afirma. (Fonte: Uol – 07/08/2013)

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