Info/Setoriais/IEMI Nº 63

Encontre os talentos que (ainda) estão com você…

Marcelo Villin Prado

 

Mais um ano vai chegando ao fim e as empresas já se colocam a avaliar os resultados alcançados em 2011, em busca de orientação e, o que é mais importante, de inspiração para os desafios a serem enfrentados no próximo ano. É hora de se fazer o famoso, mas nem sempre praticado, Planejamento Estratégico.

 

Particularmente, acho este um momento fantástico da vida corporativa, dada a riqueza de idéias e possibilidades que um processo de planejamento é capaz de produzir, quando bem conduzido internamente. É talvez a melhor oportunidade para integração de todos os departamentos, ao envolver diretoria e gestores na construção de objetivos comuns, todos comprometidos com o alcance de cada resultado almejado, cada um sabendo qual a parte que lhe caberá na superação dos desafios propostos. É o momento, também, em que os “cabeças de obra”, aqueles que trabalham com o cérebro, motivados por desafios e realizações pessoais, se distinguem dos “mãos de obra”, aqueles que na empresa fazem apenas o que lhe é pedido, ocupando espaço e passando o dia de olho no relógio.

 

Em cada processo de Planejamento Estratégico que tive a oportunidade de participar, jamais deixei de me encantar com a transparência, simplicidade e profundidade das propostas colocadas pelos “cabeças de obra”, ou seja, aqueles que, independente do seu nível de conhecimento, não estão ali para passar o tempo, estão para contribuir, para fazer a diferença, para se sentir vivo, para se realizar profissional e pessoalmente. Tudo o que esses caras não querem é ficar
em casa, na frente de uma televisão, vendo a vida passar… eles querem fazer com que tudo valha a pena.

 

Às vezes, em certas empresas, onde tudo funciona de uma mesma maneira há tempos, independente de ser ou não a melhor forma de se fazer as coisas, não se
consegue facilmente separar os funcionários talentosos e que estão lá para realizar algo, dos que querem que tudo continue igual, até para que eles não
sejam nem mesmo notados.

 

Muitas destas empresas tiveram sucesso e chegaram a ser inovadoras no passado, mas por algum motivo acabaram se acomodando, deixando de se atualizar e de antever as mudanças pelas quais passam os seus mercados. Por vezes, seus fundadores não estão mais à frente do negócio, ou se ainda estão, vivem um momento de vida em que se sentem realizados e um tanto desmotivados de tentar mudar o modelo atual, de investir tempo e recursos suficientes para dar à empresa um novo impulso de crescimento, ou mesmo de se reinventar em pleno vôo.

 

Uma empresa que se encontra neste momento de vida, enfrenta o que chamamos de “vôo cego”, onde tudo parece estar bem, mas o crescimento é minguante, as margens de lucro vão desaparecendo, as metas de venda não são alcançadas, e quando são, exigem grandes sacrifícios nos preços e nas margens. Concorrentes menores, sem tradição, incomodam tanto quanto os grandes. E são tantos que é difícil identificar quem realmente concorre e rouba espaço da marca. Enfim, aparentemente tudo está bem, mas não se consegue perceber aonde está realmente o problema, o que é que está fazendo com que o negócio não cresça mais como antes e sempre abaixo do previsto. Nestas horas, não adianta por a culpa nos chineses, no governo, nos fornecedores, nos consumidores “que só querem gastar com celular” (sic) e outras pérolas que ouvimos por aí.

 

Aconselho-o a dar início imediato a um processo estruturado e profundo de planejamento estratégico e a encontrar os talentos que ainda restam dentro da organização, dando-lhes a tão desejada oportunidade de contribuir e de fazerem a diferença. Tenho certeza de que você irá se encantar, assim como eu, com o que estes verdadeiros colaboradores são capazes de entregar.

 

Que 2012 lhe traga muito sucesso!!!

 

INDICADORES

 

. Comércio Exterior de produtos têxteis, confeccionados, móveis e calçados

  

Evolução das exportações

. Segmentos/Produtos

US$ 1.000

         Variação %

Jan/Out 2010

Jan/Out 2011

. Têxteis (1)

1.467.726

2.001.192

36,3%

. Confecções

364.201

277.058

-23,9%

     Vestuário

145.928

147.789

1,3%

     Linha lar

196.549

102.193

-48,0%

     Outros
confeccionados

21.724

27.076

24,6%

. Total têxteis +
confecções

1.831.927

2.278.250

24,4%

. Móveis (2)

647.041

632.325

-2,3%

. Calçados (3)

1.246.208

1.076.844

-13,6%

Fontes:
SECEX/IEMI

Notas: (1)
Inclui fibras, filamentos, fios fiados, linhas de costura, tecidos planos,  tecidos de malhas e especialidades

(2) Inclui móveis, colchões, almofadas,  pufes, etc. Não inclui móveis médico/hospitalares

(3) Não inclui partes para calçados

 

 

Evolução das importações

. Segmentos/Produtos

US$ 1.000

         Variação %

Jan/Out 2010

Jan/Out 2011

. Têxteis (1)

3.066.860

3.849.646

25,5%

. Confecções

1.084.822

1.725.292

59,0%

     Vestuário

873.089

1.421.825

62,8%

     Linha lar

170.147

245.616

44,4%

     Outros
confeccionados

41.586

57.851

39,1%

. Total têxteis +
confecções

4.151.682

5.574.938

34,3%

. Móveis (2)

404.607

524.786

29,7%

. Calçados (3)

262.137

378.945

44,6%

Fontes:
SECEX/IEMI

Notas: (1)
Inclui fibras, filamentos, fios fiados, linhas de costura, tecidos planos,  tecidos de malhas e especialidades

(2) Inclui móveis, colchões, almofadas,  pufes, etc. Não inclui móveis médico/hospitalares

(3) Não inclui partes para calçados

 

NOTÍCIAS

 

El Corte Inglés no Brasil

 

A varejista espanhola, El Corte Inglês que vende moda, bebidas, alimentos e eletroeletrônicos cogita ingressar no mercado brasileiro.
Em 2010 sua receita atingiu 16,3 bilhões de euros. Cresceu apenas 0,35% sobre 2009. (Brasil Econômico – 02/12/2011)

 

InBrands, comprou 100% das ações da Richards

 

Por R$ 135 milhões, a holding anunciou, no dia 29 passado a compra da Cia. Das Marcas, da qual fazem parte as etiquetas Richards, Salinas e Bintang. (Estadão – 30/11/2011)

 

Lucro de R$ 17,9 milhões

 

No período de Janeiro a Junho, deste ano, a InBrands apresentou lucro de R$ 17,9 milhões com suas marcas Ellus, Alexandre Herchcovitch, VR, VR Kids, Richards, Salinas, Bintang, 2nd floor, Ellus Accessories, Mandi e a Bobstore adquirida em outubro último. (América Economia/SP – novembro/2011)

 

Jeans que gaste menos água

 

De uma plantação de algodão, ao cesto de roupa para lavar, enquanto está sendo usado , segundo estudo divulgado pela Levi’s, nos EUA, uma calça jeans, com tecido índigo, tecnologia, gasta em média mais ou menos 3.480 milhões de litros de água. Essa empresa global está realizando altos investimentos objetivando reduzir o uso de água em todo o processo iniciado do cultivo do algodão. Inclusive, já está colocando etiquetas em todos os seus jeans, alertando seus usuários a lavarem menos as calças de denim (índigo). (Estadão – 07/11/2011)

 

Um novo indicador do IEMI

 

Os setores do vestuário, calçadista, têxtil e moveleiro agora possuem uma sinopse de dados, mensais, enviados pela web, pelo IEMI.

Trata-se do Termômetro IEMI em suas versões vestuário/têxtil, calçadista e moveleiro. Esses indicadores que mostram dados do binômio varejo-indústria , podem ser solicitados através de assinatura mensal (12 edições) cujo custo tem o valor de 12 parcelas iguais de R$ 149,00 cobrado via boleto bancário.

Conheça mais sobre estes indicadores pelo email faleconosco@iemi.com.br ou pelo fone: (11) 3238-5802


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