Indústria têxtil aposta em licenciamentos para atingir mercado infantil

De acordo com o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o mercado têxtil gira mais de quatro bilhões de reais por ano, movimentando cerca de 698 milhões de peças e R$ 7,5 bilhões em 2012, o que representa alta de 3,2% em volumes e 6,2% em valores quando comparados aos dados de 2011.

Com o objetivo de impulsionar as vendas, companhias do segmento apostam nos licenciamentos para agregar valor aos produtos, aumentar a diferenciação em relação aos concorrentes, aproveitar a oportunidade de associar rapidamente o produto a um modismo e atender de forma mais adequada a determinados segmentos de público.

Assim, observando que o segmento é o que mais utiliza o licenciamento no Brasil, a Grafite Feiras está organizando a Textil House Fair . O evento, que começa na próxima sexta-feira (15), será realizado em São Paulo e terá duração de quatro dias.

Para o CEO da Grafite Feiras, Tarso Jordão, o licenciamento abre portas no varejo e ajuda a construir um forte branding. “Com um bom apelo comercial, o entretenimento pode ser estampado em milhares de produtos. Na Têxtil House Fair é possível encontrar diversos fabricantes com diferentes linhas e também o lojista que compra o produto para revender e encantar as crianças”, garante.

De acordo com a Grafite Feiras, o Brasil é o quinto país em faturamento de licenciamento de marcas no mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China, Canadá e México. Diversas dessas marcas estarão na Têxtil House Fair, com destaque para a Jolitex Ternille, que apresentará cobertores, tapetes, mantas e colchas nos motivos: Mickey, Minnie, Princesas, Barbies, Hot Wheels, Sininho, Marie, Moranguinho, Hello Kitty, Carros, Monster High e Angry Birds.

Já a Camesa lança novidades para o público infantojuvenil com jogos de cama e toalhas de banho da novela Carrossel e do jogo Angry Birds. Outra novidade é a bolsa cobertor da Disney, um cobertor em microfibra acomodado em uma bolsa com estampa de Minnie, Princesas ou Cinderela.

Segundo dados apresentados pela Grafite Feiras, as marcas mais usadas no mercado brasileiro são relacionadas a desenhos animados e histórias em quadrinhos, que respondem por cerca de 70% do setor. Barbie, Carros, Hot Wheels, Ben 10 e outros super-heróis são as que possuem maior número de licenciamentos. Além disso, 20% do mercado de licenciamento são de propriedades corporativas e 10% são propriedades ligadas ao esporte.

Outro dado interessante trazido pela empresa é que as marcas nacionais, ainda pouco exploradas, representam um atrativo para as indústrias têxteis que querem iniciar neste segmento. De acordo com a Grafite Feiras, a taxa de royalty de uma marca nacional é consideravelmente mais baixa quando comparada a personagens estrangeiros. Entre as marcas lembradas estão: Turma da Luluzinha, Os Carrinhos, Princesas do Mar, Peixonauta e Meu Amigãozão.

Segundo dados da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), o Brasil possui 500 empresas licenciadas e 600 licenças disponíveis, das quais 75% são estrangeiras. Esse mercado gera 1.300 empregos diretos, milhares de empregos indiretos e acumula uma média de crescimento de 14% nos últimos anos.

 

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