IEMI destacou a participação da América do Sul nas produções de móveis, exportações e consumo

Na abertura do XXIII CONGRESSO MOVERGS, nesse dia 03 de julho de 2013, em Bento Gonçalves, o diretor do IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), Marcelo Prado, falou sobre a posição do Brasil na participação produtiva do setor de móveis. Conforme o relato, o País possui 84% da produção de móveis da América Latina, 63% da exportação, 25% de importação e 78% do consumo aparente por região.

“Estamos entre os cinco países mais caros do mundo. Nós temos muito preço para vender e a exportação já está pagando este preço”, disse, ao também mencionar que no período pós-crise o Brasil cresceu 21% em volumes, com taxa anual de 4,9%.

Esses números colocam o Brasil em 5º lugar no ranking mundial dos produtores de móveis, com 3,8% de toda a produção. Segundo Prado, o que é preciso buscar não é preço, mas um diferencial para ser vendido. “Vender mais do mesmo não vai ajudar. Temos que mudar nosso conceito e recuperar o mercado externo, que é um terço da demanda mundial”, justificou aos participantes do XXIII CONGRESSO MOVERGS.

Mesmo diante à crise que fez os mercados internacionais recuarem, Prado garante que o mercado interno subiu e sustentou o crescimento do Brasil. Somente na cadeia de madeira e móveis, são 17 mil unidades produtivas que geram 295 mil empregos formais, de acordo com as últimas estimativas do IEMI.

Os chamados Clusters também entraram na pauta de discussão do XXIII CONGRESSO MOVERGS. Por ser uma concentração de empresas com características semelhantes e que coabitam o mesmo local, eles são importantes para o setor, mas permite que todos monitorem o concorrente com lupa, alerta Prado.

Segundos os últimos estudos encomendados ao IEMI, a cidade de Arapongas, no Paraná, é a que mais produz móveis. Em questão de polo industrial, Bento Gonçalves é o maior do País. A liderança da Serra Gaúcha no quesito é em função da sua produção, que chega a 30,6%.

Em 2012, foram produzidas 461 milhões de peças de móveis no Brasil, registrando crescimento de 6,8% sobre 2011 e o faturamento do setor chegou a R$ 32,5 bilhões (10,1% superior a 2011). O ano de 2013 tem sido mais complicado para o setor. Prado destaca que o crescimento até maio foi 4,5%, enquanto as exportações acumulam queda de 27% desde 2008. “Estamos importando muitos componentes”, lembra o diretor. As exportações brasileiras contabilizaram US$ 708,7 milhões no período.

No RS, 2.470 empresas em 2012 geraram 43.475 postos de trabalho e produziram 92 milhões de peças, no valor de R$ 6,3 bilhões.

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