Feiras em junho agitam o mercado de moda infantil em SP

O mercado de vestuário infantil no Brasil está aquecido. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto IEMI, o consumo interno de roupas infantil e bebê no Brasil foi R$ 18,220 milhões. O número é alto se comparado ao consumo de 2007, de R$ 11,585 milhões.

É com este cenário promissor que ocorre a 17ª edição da feira internacional de moda e decoração infantil do Ópera. O evento é realizado entre 2 e 5 de junho no Centro de Exposições EBF, e reúne mais de 100 marcas lançando suas próximas coleções. São esperadas cerca de 10 mil visitantes durante os quatro dias.

Simultaneamente, São Paulo recebe outra feira do ramo: a 41ª Feira Internacional do Setor Infantojuvenil/Teen e Bebê, no Expo Center Norte, voltada para empresários do ramo. A edição foca nas tendências para as estações mais quentes do ano.

As feiras servem como ponto de encontro para troca de ideias em relação ao mercado de roupas infantis, que segue algumas regras próprias. “Há toda uma adaptação de formas e detalhes para o mundo infantil. A linha é tênue, mas existe. Criança é diversão”, explica Camila Toledo, especialista em moda e tendências, que fará uma palestra no Ópera para antecipar as tendências.

Para Bruna Ortega, que ministra uma palestra sobre tendências “kidswear” na mesma feira, as roupas precisam ser confortáveis e “não muito elaboradas”, já que as peças são usadas poucas vezes devido à fase de crescimento. E nada de criar roupas “miniaturas” de adulto.

“A criança deve vestir roupa de criança, que tenha a ver com o espírito da idade. A roupa tem que ter aquela essência do puro, lúdico e vibrante”, diz Bruna. Camila é enfática: no caso das meninas, nada de salto, maquiagem ou unhas pintadas. “Uma saia muito justa tem que ser usada com uma meia-calça por baixo. Criança não deve ser sensualizada.”

ALVO

Para as especialistas, a criança hoje em dia é mais ouvida pelos pais e conquistou um espaço nas escolhas de compras. Mas a mãe é quem dá a palavra final –e abre o bolso.

“Acho interessante dar essa liberdade para a criança palpitar e ajudar a escolher o que quer usar. Mas obviamente os pais fazem essa decisão de compra, então acabam escolhendo algo que seja mais durável”, afirma Bruna.

No Ópera, o consultor em visual merchandising Fabio Paes dará dicas de vitrines e ambientações em pontos de venda. A opinião dele é clara: as marcas precisam se comunicar igualmente com pais e filhos. “Tem que ser lúdico, mas imitar o adulto. Tem que ser comunicação com cara de gente, a criança tem que se sentir o máximo”, diz.

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