Dólar beneficia a competitividade

Com a alta do dólar, a tendência é que os produtos das indústrias cearenses acabem ganhando mais competitividade fora do Brasil. Segundo dados do Anuário da Moda 2012/2013, os Estados Unidos já tinham a maior participação nas exportações de calçados cearenses em 2012, com 21,5%. Logo atrás do país vinha a Argentina, para onde iam 17,5% das vendas externas do setor no Estado.

A pesquisa, elaborada com exclusividade para o jornal Diário do Nordeste pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), mostra que foram exportados, no Ceará, um valor total de US$ 319 milhões em calçados, dos quais US$ 68,8 foram de vendas externas para os Estados Unidos – quase US$ 4 milhões a mais que em 2011. Já para a Argentina, os exportadores locais comercializaram US$ 55,9 milhões em 2012.

Ponto positivo

“O fato de o dólar estar tendo cotações elevadas é um fator que favorece os exportadores e o setor de calçados é um desses setores beneficiados com o câmbio. Então, a tendência natural é que as exportações cresçam neste ano”, afirma o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Eduardo Bezerra.

Ele ressalta, porém, que é importante não se ter a esperança de um crescimento rápido. “Do mesmo jeito que a economia vem se recuperando de maneira lenta, o crescimento vai acompanhar no mesmo compasso”, diz. Segundo análise de Eduardo Bezerra, os Estados Unidos estão saindo, lentamente, da crise econômica e, com esse movimento, o mesmo deve ocorrer com a União Europeia.

O Ceará exportou, em 2012, mais de 48 milhões de pares de calçados – sendo 30 milhões de pares de chinelos e 14 milhões de pares de botas, conforme dados do Anuário da Moda. O volume de exportações cresceu 7,5% em comparação com 2011.

Têxteis

Assim como no setor calçadista, a alta do dólar apresenta-se como um alento para as indústrias têxteis e de confecção, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhoras no Estado do Ceará (SindConfecções), Marcus Venicius Rocha Silva.

“Primeiramente, temos que ver se o aumento da moeda vai ter estabilidade, pois as vendas são programadas a médio e longo prazo – já que se vende hoje para entregar quatro, cinco e até seis meses depois. A expectativa é boa caso o mercado se mantenha com o dólar elevado, possibilitando abertura de mercado”, afirma o presidente.

De acordo com ele, o setor já está aberto para essas negociações e “quer ouvir o mercado externo”, para poder ver se vale a pena exportar mais. Em 2012, o Ceará exportou 9.990 toneladas em têxteis e confeccionados – somando mais de US$ 80 milhões em comercializações, segundo dados do Iemi, divulgados no Anuário da Moda.

Mercado interno

Além de fortalecer as vendas fora do Brasil, Marcus Venicius destaca que o aumento da contação da moeda americana frente ao real também fortalece o mercado interno do setor. Isso porque, explica, os produtos importados acabam ficando mais caros.

“Hoje, um terço do que é consumido no mercado interno é importado. É um absurdo, pois não sustenta as indústrias nacionais”, comenta.

Impacto

“O fato de o dólar estar tendo cotações elevadas é um fator que favorece os exportadores e o setor de calçados (…)”

Eduardo Bezerra
Superintendente do CNI 

(Fonte: Diário do Nordeste – 27/08/2013)

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