Ascensão social da população beneficia varejo e indústria moveleira

O aumento do poder de compra da população brasileira influenciou diretamente as vendas no mercado moveleiro. Em 2012, 55% do valor gasto em móveis foi oriundo dos bolsos de pessoas das classes B2 e C. Cinco anos antes, o índice era de 49,8%. Por sua vez, a participação relativa do consumidor das classes sociais D e E no valor das vendas diminuiu no período, por conta também do número menor de pessoas que nelas se encontram atualmente. Os números fazem parte do estudo Mercado Potencial de Móveis, elaborado pelo IEMI Inteligência de Mercado.

“A melhor distribuição de renda gerou movimentação de up-size na população (novo padrão de compra do consumidor, para um patamar superior) e no consumo, aquecendo o mercado interno, favorecendo diretamente as marcas direcionadas à classe média. Os demais segmentos (alta renda e baixa renda) também cresceram, mas num ritmo menor, perdendo participação relativa no mercado”, comenta Marcelo Prado, diretor do IEMI.

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O principal canal de compras dos consumidores são as lojas especializadas no produto, seguidas pelas lojas de departamentos e pelas franquias/lojas próprias das marcas.

“Dentro de um processo de consolidação das grandes marcas de móveis, estamos assistindo um interesse muito grande pela diversificação de canais de venda, com preferência pelas lojas monomarcas próprias, franqueadas ou exclusivas”, afirma Marcelo Prado.

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Produção
No ano passado foram produzidas 461 milhões de peças de móveis no Brasil, um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior. Em valores, esta produção equivaleu a R$ 32,5 bilhões (sem impostos), 10,1% superior a 2011 (crescimento nominal).

De 2008 a 2012, a produção cresceu 30% em peças e 61% em valores nominais. Descontada a inflação no período (em reais), o aumento foi de 29%. Para 2013, estima-se crescimento de 7,3% em peças e alta de 8,5% em valores nominais.

“Os números fechados da produção de Móveis continuam a apresentar um desempenho bem acima do PIB Brasileiro. Em 2012, a redução do IPI por parte do Governo Federal teve importância relevante no crescimento do setor”, complementa o diretor do Iemi.

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Ambientes
O quarto ainda é o local da casa para o qual o consumidor mais adquire mobília. Em volume de peças, 34,4% foram produzidos para compor a decoração dos dormitórios. A ascensão das classes sociais permite a manutenção dessa liderança, já que com maior poder aquisitivo, o consumidor investe no seu bem-estar e conforto, especialmente no lugar onde dorme, guarda suas roupas e objetos de uso pessoal.

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“Com taxas de crescimento anual acima de 5% ao ano, com ótimo potencial de exportação e uma enorme capacidade de gerar empregos, o setor moveleiro vem mostrando a sua força no Brasil, mesmo em tempos de Real valorizado. Para 2013, esperamos novamente por um ano bastante positivo para o varejo e a indústria do segmento”, finaliza Marcelo Prado.

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