A produção nacional de calçados deve aumentar 0,7% em 2018

A produção nacional de calçados deve aumentar 0,7% em 2018, segundo projeções preliminares do IEMI Inteligência de Mercado, considerando a continuação na recuperação da participação das importações e estabilização das exportações, estima-se também alta de 1,2% no consumo aparente.

O cenário positivo contrasta com os números registrados pela indústria em 2017, quando houve queda de 1,4% na produção comparado ao ano anterior. De acordo com Marcelo Prado, diretor do IEMI, esse panorama foi muito atribuído aos chinelos, que sofreram redução de 3,8% na produção e representam aproximadamente 48% na produção nacional de calçados. “As demais linhas apresentaram leve alta, destacando-se os calçados de segurança e esportivos, que obtiveram alta de cerca de 4% e 2%, respectivamente”, destaca.

Em relação ao consumo aparente interno (produção somada às importações, subtraindo as exportações), houve queda de 1,6%. O motivo foi a baixa na produção e aumento das exportações em 1,2%, uma vez que representam mais de 13% no consumo aparente. As importações registraram aumento de 4,6%, mas como sua participação é menor, com cerca de 3%, não influi tanto na equação final.

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Varejo

Em relação ao varejo de calçados, o setor registrou queda de 1,8% no número de pares vendidos no ano de 2017 em comparação ao ano anterior. Foram 818 milhões de pares comercializados ante 832,7 milhões de pares registrados em 2016. Apesar do menor interesse dos consumidores, houve aumento de 4% no preço médio de vendas no ano passado, passando de R$ 58,64 para R$ 64,11 por calçado. A receita dos varejistas atingiu R$ 52,4 bilhões, apresentando crescimento de 7,4% em relação a 2016, quando o montante registrado foi de R$ 48,8 bilhões.

“Em um período de crise, quando a produção é reduzida, os artigos mais elaborados e com maior valor agregado ganham participação no mercado e elevam o preço médio por peça. Diante de um cenário econômico mais estável, a relação entre volumes e valores tende a ficar mais equilibrada”, explica o diretor do IEMI.

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Comportamento do consumidor

Para melhor entendimento da dinâmica, Marcelo Prado esclarece que obviamente durante a crise, há menos consumidores dispostos a comprar, mas dentre os que adquiriram calçados recentemente, não houve alteração na quantidade de pares por compra, ficando em dois pares em média. O executivo observa também que a frequência de compra de calçados em geral aumentou levemente, de 3,6 para 3,8 compras de calçados por ano.

“Considerando toda a demanda que ficou reprimida durante o ápice da crise, num momento de melhora da economia, o desempenho no varejo de calçados tende a apresentar recuperação”, informa. Embora 2018 ainda seja um ano agitado por conta de Copa do Mundo e eleições presidenciais, o IEMI acredita em maior estabilidade e tem expectativas positivas para o varejo, onde se espera crescimento de 1,6% em pares vendidos e 3,9% em receita sobre o ano passado.


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