A força dos paranaenses

O Paraná responde atualmente por 5,84% do PIB brasileiro, registrando uma renda per capita de R$ 20,8 mil em 2010, acima do valor de R$ 19,7 mil referente ao Brasil. Números que colocam o Estado no patamar de quinta economia do País.

Apesar de o Paraná ter como principais atividades econômicas a agricultura e a pecuária, a indústria do Estado encontra-se em franca expansão. Os principais setores industriais paranaenses são a agroindústria, o de papel e celulose, o de fertilizantes e, mais recentemente, o automobilístico e o de eletroeletrônicos.

A indústria paranaense tomou um impulso considerável na segunda metade do século XX, e o seu desenvolvimento impulsionou uma ascendente urbanização em torno da capital e, também, em polos do interior como Ponta Grossa, Londrina e Cascavel. Os principais gêneros de indústria são os de produtos alimentícios e de madeira, também com força no maior centro industrial, Curitiba, onde somam-se ao setores de mobiliário, minerais não-metálicos, produtos químicos e bebidas.

O desenvolvimento de diversas regiões do Estado, não só na agricultura como em tecnologias e abertura de novas empresas, deve-se principalmente pelos ciclos imigratórios, que contribuíram para que o crescimento do Estado fosse marcado pela diversidade cultural, o surgimento intenso da mão de obra assalariada e o povoamento de áreas antes não colonizadas, ou seja, mais poder de compra e crescimento de outras diversas áreas do Paraná.

Colonização | Os habitantes do Paraná têm como origem imigrantes portugueses e espanhóis, além dos africanos e dos índios nativos. Também vivem no Estado muitos descendentes de imigrantes, tais como: italianos, alemães, poloneses, ucranianos, japoneses e árabes. Além das minorias de imigrantes, como: neerlandeses, coreanos, chineses, búlgaros, austríacos e chilenos.

O Estado tem uma população de 10.439.601 habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o sexto mais populoso do Brasil, e o mais populoso da região Sul, concentrando 5,47% da população brasileira.

Geograficamente, o Paraná está situado na região Sul do País. Faz divisa com os estados de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, fronteira com a Argentina e o Paraguai e limite com o Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 199.880 quilômetros. Sua capital é Curitiba, e outras importantes cidades são Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Cascavel, Guarapuava e Paranaguá. Na região Metropolitana de Curitiba, destacam-se, por sua importância econômica, os municípios de São José dos Pinhais e Araucária.

O princípio da madeira

A madeira começa a ganhar espaço, principalmente, porque a partir da Segunda Guerra Mundial a importação do produto ficou mais difícil e o produto surgiu como alternativa frente à decadência do ciclo da erva-mate. Por volta de 1930, só em Curitiba, foram fundadas, segundo dados do IBGE, 127 fábricas do setor madeireiro e 59 do mobiliário.
Na década de 1940, o setor madeireiro já tinha o dobro de empresas e o mobiliário o triplo, aproximadamente, 347 e 180 empresas, respectivamente.
Segundo dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), foram registradas nos anos 30, seis empresas que englobam o ramo extrativista, fabricação de madeira e moveleiro. Na década seguinte, esse número vai para 72, segundo informações publicadas no livro “Junta Comercial do Paraná – 120 anos”, de 2012.
Atualmente, segundo a Base de Dados do Estado do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (Ipardes), referentes à Indústria da Madeira e do Mobiliário no ano de 2011, são cerca de 5.055 estabelecimentos que geram em torno de 79.820 empregos em todo o Paraná.

Região Sul

O Brasil contava com 16,5 mil empresas fabricantes de móveis no ano de 2011, dado mais recente apresentado pelo Brasil Móveis 2012 – Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi) e gerava 307,6 mil empregos. O faturamento da indústria do mobiliário nacional naquele ano foi de R$ 35,1 bilhões. Ainda que existam empresas produtoras de móveis e de colchões em todas as regiões do País, 79,1% delas estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, o que corresponde a 83,5% das empresas que produzem móveis de madeira; 9,2% das que produzem móveis de metal; 4,9% das indústrias de outros móveis (de vime, ratan, plástico, estofados, etc.); e 2,3%, colchões. A região Sul concentrava em 2011 mais de 6,5 mil indústrias fabricantes de móveis, de acordo com o estudo do Iemi.

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